Baba Lamartine D' Yemonja
RELATO DO BABALORISA LAMARTINE DE YEMONJÁ
“Mãe Maria do Violão, uma princesa da África, foi escravizada ao chegar no Brasil; onde fundou a primeira casa da Nação Efon e iniciou, Pai Cristóvão de Ogunjá.
Pai Cristóvão de Ogunjá iniciou Pai Alvin de Omolu que iniciou Pai José Mauro de Oxossi , eu tive a honra e o prazer de ser iniciado na casa do senhor José Mauro em 1972. Sou filho de Yemanjá com Odé, meu Babaquerere foi pai Oyá Niqué, Filho de santo de pai Diniz de Oxum, que era meu tio de santo iniciado por Pai Baiano de Xangô.
Minha Mãe pequena Catarina de Iansã iniciada por Pai Baiano Xangô, meu pai criador foi Pai Roque de Oxum que foi iniciado por Pai Diniz de Oxum.
Meu barco foi iniciado em 1972 com 6 pessoas entre elas, meu Dofono de Ogum, meu Dofonitinho Zé do bode José Carlos de Oxóssi, meu fomo foi pomba de Iansã, Fomotinho uma menina de Oxum, minha Gamo uma mulher de Oxum, e eu sou Gamotinho de Iemanjá, tive como mãe de folha, e mãe criadeira do barco Edite de Odé, que buscou, rezou as folhas para a inicialização do sagrado.
Inaugurei meu primeiro barracão em 1975/1976 tocando Umbanda, iniciei meus primeiros Yaos em 1977 junto com a presença do meu Babalorixa, fiquei alguns anos em São Paulo, de São Paulo fui para Santos iniciei vários Yaos, fui pra praia grande e iniciei mais Yaos e onde estou ate os dias de hoje. E assim é meu Asé Yá Mi Yemonjá nação Oloroke Ti Efon.
E com meu Babalorixa José Mauro fiz meu santo, tomei minha obrigação de 1, 3, 5, 7, 14, 21, aos 21 logo depois da minha obrigação meu pai de santo veio a falecer. Onde eu tirei a mão com Carlinhos de Iansã, mais não dei cabeça, só fiz ebó de mão e dei comida a Yemanjá nos meus 25 anos, depois fui dando de comer ao meu santo, com meus Ogans e minhas Ekedis, e é assim até o dia de hoje, onde pretendo dar os meus 50 anos.
